Um recente estudo inglês avaliou os impactos do isolamento na pandemia em relação à ansiedade de separação em cães.

O trabalho científico, divulgado em fevereiro de 2022 pela revista científica britânica Animals, compara a diferença entre os comportamentos relacionados à ansiedade de separação em pets nos períodos de isolamento durante a pandemia e em seu posterior relaxamento.

É de se imaginar que, com o retorno ao presencial, muitos cães passariam a desenvolver comportamentos relacionados à separação (no original nomeados como SRBs – separation related behaviours), como latir / uivar, andar de um lado para o outro, urinar ou destruir itens domésticos quando são deixados sem companhia humana.

De acordo com os autores do artigo, “Após mudanças no horário de saída devido a restrições pandêmicas, um em cada dez cães (9,9%) desenvolveu novos sinais de comportamentos relacionados à separação na pesquisa de acompanhamento em outubro de 2020, com cães cujas horas de saída diminuíram mais durante as restrições de bloqueio tendo maior risco de desenvolver novos sinais de comportamentos relacionados à separação.”

Por outro lado, o longo período de exposição à companhia humana também trouxe um resultado inesperado: 55,7% dos cães que apresentaram comportamentos relacionados à separação antes da pandemia e foram deixados sozinhos posteriormente deixaram de apresentar estes comportamentos ansiosos naquele momento.

Foi encontrada também uma associação entre a idade dos cães e o risco de começar a mostrar comportamentos relacionados à separação, com cães mais velhos em maior risco. 

E o seu pet? Já se acostumou à sua nova rotina pós isolamento?

Sobre o autor

Bruno Watanabe

CEO (Cachorreiro empreendedor oficial) e Sócio Fundador da Mascote Fit, gosta de cachorro desde os 6 anos, quando ganhou o Rufio de natal.

Atualmente é dono da Pug Laila, que não faz truques por amor, só por comida.